MPD DEBATE SOLUÇÕES PARA DINAMIZAR ECONOMIA

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“O que espera o sector privado do sector público”. Este foi o mote para a conferência “Empresas, empregos , rendimentos”, organizada pelo MpD, que aconteceu esta sexta-feira, na Praia. A iniciativa teve como objectivo promover a discussão e encontrar soluções ao nível das políticas públicas para um efectivo e próspero desenvolvimento económico. É que, defendem os democratas, só assim haverá empresas sólidas, que criem emprego e tragam rendimentos dignos para as famílias.

Esta conferência tratou-se, nas palavras de Ulisses Correia e Silva, “de um espaço de diálogo e de partilha”, para encontrar soluções que garantam o bom funcionamento das actividades económicas. Porque “se a economia não funcionar, não teremos soluções de desenvolvimento”. Causa-efeito. Contudo, para o efetivo bom funcionamento, é preciso “não só definir visões, estratégias e políticas, mas sermos também muito concretos” nas tais soluções, acrescentou.

Nesse contexto, o presidente do MpD apontou, aos jornalistas e à margem deste evento, diversos constrangimentos que bloqueiam actualmente e a economia cabo-verdiana – e ” que “aqueles que vivem da actividade empresarial conhecem bem” – como a questão fiscal, a dívida pública, a “falta de certificação para a qualidade”, entre vários outros que vão dos transportes ao custo de energia.

“Nós estaremos muito virados para desobstruir as vias para o crescimento económico”, prometeu, já em tom de pré-campanha.
Na busca de soluções eficientes para essa desobstrução, a conferência chamou ao debate um painel de “individualidades, com conhecimento de facto, que estão ligadas à actividade empresarial e consultoria, nomeadamente especialistas de sectores considerados estratégicos.

Começando pelas Tecnologias da informação e a inovação. Jorge Lopes, gestor do NOSi, foi o primeiro a ter a palavra. Momentos antes, adiantara aos jornalistas que dentro do tema geral lançado iria focar esse sector, que aliás se vem apresentando em todo o mundo como uma área de grande empregabilidade. Quanto à insitituição pública que gere e que açambarca grande parte do mercado sectorial, considera que deve ser vista como um “driver” e não uma concorrência.

“O NOSi deve ser visto como um driver, como uma oportunidade para que enfim todos nos alinhemos neste processo”, TIC e de inovação, defendeu.

O economista Victor Fidalgo, representante de um grupo hoteleiro internacional, partilhou a sua experiência e análise sobre a evolução do turismo e a criação de emprego nessa área , ao longo dos últimos 10, 15 anos. E o sector, observou, já teve melhores dias. Desde o ano de 2008 que se notava um abrandamento que no último par de anos derivou em estagnação. Para tal terão contribuído, no seu ponto de vista, as últimas reformas fiscais que “trouxeram sinais negativos aos INVESTIDORES” e nalguns casos mostram inclusive “falta de bom senso”.

Já para a analista e antiga secretária-geral da Câmara de COMÉRCIO de Sotavento, Rosário da Luz, o problema do sector empresarial em Cabo Verde, é mais do que uma questão política. Salvaguardando a responsabilidade do governo, nomeadamente em termos do restritivo quadro jurídico e administrativo, para esta especialista, “a plataforma que suporta esta estagnação é realmente cultural”, reitera.

O recente “sector empresarial ainda não tem muitas referências sobre aquilo que é necessário para funcionar e desabrochar”. Caberia então ao governo ter essa visão, servir de guia. Mas ao próprio governo “nao tem referências de como lidar com o empresariado”. E o empresariado “não aprendeu ainda a comportar-se como tal” nem exigir e organizar-se como classe.

O painel de convidados completou-se com Cristian Rocha, Director Comercial da JFP. Rocha trouxe o exemplo desta empresa de farinhas de peixe, que hoje exporta para a Angola e falou de alguns constrangimentos que se colocam às empresas. Entre eles destaca-se, por exemplo, o novo código do IUR-PC, em particular o pagamento de impostos por estimativa e antecipação .

Este debate, que encheu a sala de conferências do Hotel Trópico, surge “no quadro da busca de soluções para Cabo Verde”, por parte do MpD, explicou Policarpo Carvalho, coordenador da iniciativa.

“Entendemos que as empresas constituem aquilo que se chama o parceiro endógeno de desenvolvimento nacional. Já temos formatado o nosso quadro de governo, mas queremos ouvi-los e ter esses subsídios para definirmos a nossa política para a economia”, acrescentou, salientando que o MpD “fala a mesma linguagem do sector privado”.

Com: Expresso das ilhas

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