ULISSES GARANTE APROVAR ESTATUTO DE INVESTIDOR EMIGRANTE

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Nos EUA, o líder do MpD assumiu compromissos claros com os emigrantes caboverdianos: menos impostos sobre as poupanças e o investimento, redução de entraves burocráticos, uma nova diplomacia ao serviço da comunidade e uma nova política de transportes, entre outras garantias

Intervindo na conferência “Compromisso Diáspora – EUA, Ganhar os desafios da próxima década”, que teve lugar este domingo no Kroc Community Center, em Boston, Ulisses Correia e Silva garantiu que, caso venha a ser o próximo primeiro-ministro de Cabo Verde, irá aprovar um estatuto de investidor emigrante para dar incentivos ao investimento.

“Reconhecer a importância da diáspora deve ter expressão concreta nas opções da governação. Por isso, é nosso compromisso aprovar um estatuto de investidor emigrante que incentive o investimento empresarial e financeiro no país, que ofereça um quadro fiscal atrativo e preste um serviço de atendimento e de aconselhamento de qualidade”, disse o líder do MpD perante as muitas dezenas de participantes na conferência.

“Podem contar connosco”

Entrando em propostas concretas neste domínio, Ulisses Correia e Silva assegurou: “Podem contar que, connosco, será mais incentivador fazer transferências das vossas poupanças para Cabo Verde”.

O líder do MpD garantiu que, com o seu governo, haverá menos impostos sobre poupanças e investimento, que o Estado se empenhará mais na atração dos investimentos dos emigrantes, havendo também melhores condições fiscais e reduzidos os entraves burocráticos para todos os que pretendam regressar ao arquipélago, bem assim melhoradas as condições de atendimento nas representações diplomáticas e nos serviços do Estado no arquipélago.

“TACV tem que mudar”

O candidato a primeiro-ministro garantiu, também, uma nova política de transportes aéreos. “A TACV tem que mudar. Como companhia de bandeira deverá ter uma obrigação especial: ligar as nossas comunidades ao país, prestar um serviço eficiente, regular e a preços justos”, sublinhou Ulisses.

Especial atenção aos quadros na diáspora

Uma palavra de apreço receberam também as elites caboverdianas na diáspora: “é nosso compromisso definir um quadro institucional incentivador da sua participação em prol do país e na edificação de uma verdadeira economia do conhecimento”, aproveitando “quadros altamente qualificados na medicina, nas tecnologias de informação e comunicação, na gestão de empresas, nas universidades, e em várias outras áreas que podem dar um contributo precioso ao país”, acentuou o líder ventoinha.

“Assumo o compromisso de criar todas as condições para que os quadros caboverdianos de elite na diáspora façam parte dos quadros de elite do país e sejam institucionalizados mecanismos de prestação de serviços técnicos especializados em áreas onde o País se debate com défices de recursos humanos altamente qualificados”, garantiu Ulisses Correia e Silva, adiantando pretender também “criar um ‘Estatuto Direito de Regresso’, com incentivos especiais para quadros altamente qualificados que queiram regressar ao país para trabalhar por conta própria ou por conta de outrem.”

Atenção aos deportados

Reportando-se à situação dos deportados, o líder do MpD garantiu estar atento, assumindo que “a problemática da deportação” deve merecer “melhor atenção”, nomeadamente, “no quadro das relações com os Estados de Rhode Island e Massachusetts”, mas também promovendo “um programa de reintegração educacional, cultural, social e económica dos deportados” que desembarcam no arquipélago.

Uma nova diplomacia

“Assumo o compromisso para com uma nova diplomacia dirigida aos nossos emigrantes. Não toleraremos nenhum instituto, nenhuma embaixada e consulado que, de forma expressa ou velada, faça política partidária junto da nossa emigração. As nossas representações externas representam o Estado de Cabo Verde, devem ser, estar, atuar e parecer como tal”, defendeu Ulisses, adiantando que “os serviços consulares deverão estar ao serviço dos cidadãos e serem guiados pela missão de serviço público e a atitude de servir sem qualquer tipo de discriminação”, sublinhou.

Agilizar todo o processo de “emissão de documentação, emissão e renovação de passaportes”, é outra garantia de Ulisses Correia e Silva, reconhecendo também que “a obtenção da nacionalidade caboverdiana tem sido uma grande dor de cabeça para os nossos emigrantes”. Pelo que irá merecer a maior das “atenções” do seu governo, “fixando prazos taxativos para que os cidadãos possam ser servidos”, e, paralelamente, mudar o rosto da administração pública que “é ineficiente e atende mal”, reconheceu o candidato a primeiro-ministro.

Com: Liberal

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