CONFERÊNCIA DE IMPRENSA – COMISSÃO POLÍTICA NACIONAL

CONFERÊNCIA DE IMPRENSA – COMISSÃO POLÍTICA NACIONAL

No passado dia 20 de Março, os cabo-verdianos deram ao MpD um mandato claro e inequívoco para realizar as mudanças necessárias para voltar a colocar o País na rota do crescimento económico e criar as condições para mais emprego, melhor segurança, justiça célere, saúde e educação acessíveis e com maior qualidade, em suma, promover o desenvolvimento económico sustentável.

Passados pouco mais de 5 meses da data em que foram facultados ao novo Governo da República todos os instrumentos legais para governar, por forma a cumprir os compromissos assumidos perante a Nação Cabo-verdiana para a legislatura 2016-21, o principal partido da oposiçãoexigindo (aos outros) tudo o que não fez durante os longo 15 anos em que esteve no poder, revela que continua sem norte, completamente à deriva e totalmente submerso nas suas contradições, incoerências e lutas internas.

O frenesim constante e a permanente fuga em frente confirmam o estado de negação em que se encontra o PAICV. Continuam a comportar-se como se os cabo-verdianos fossem ignorantes e desprovidos de bom senso.

Só assim se compreende, pois, que:

  • Enquanto o Governo anuncia medidas para resolver os problemas de segurança que o País continua a enfrentar ou começa a concretizar as suas propostas em vários sectores, a liderança do PAICV tenta entreter os seus militantes, ou pelo menos parte deles, discutindo salários de gestores públicos e criticando concursos de logotipos, para desviar a atenção dos seus problemas internos.
  • Quando a economia começa a dar sinais de retoma e os índices de confiança parecem convergir com as medidas positivas constantes do OE para 2017, este mesmo partido continua no seu frenesim de sucessivas conferências de imprensa, sequer se importando em se expor ao ridículo na tentativa vã de iludir os cabo-verdianos, p.e. fingindo desconhecer os mecanismos de formação de preços, sob responsabilidade de agências reguladoras, que laboram num quadro de independência e autonomia face ao Governo.

De quem se autointitulou de «oposição construtiva», os cabo-verdianos esperavam muito mais, na linha aliás de manifestações públicas de militantes seus que conclamam por uma oposição mais qualificada e menos infantil, em completa rota de colisão com a política de terra queimada da actual liderança e sua entourage, em que os jogos de/pelo poder interno parecem sobrepor-se aos superiores interesses do País.

Neste sentido e no actual contexto político, económico e social marcado por muitos e complexos desafios ao nível da governação, por um lado, e por uma grande expectativa e esperança dos cabo-verdianos nas soluções propostas pelo MpD, por outro, a Comissão Política Nacional do partido:

  1. Manifesta o seu apoio inequívoco ao Governo e às políticas que vem sendo implementadas, assim como às medidas já anunciadas, especialmente no quadro do OE 2017, exortando-o a continuar a trabalhar com responsabilidade, humildade, sentido de estado e permanente diálogo e concertação com os parceiros sociais;
  2. Insta o Governo e o Grupo Parlamentar que o sustenta a se manterem firmes nas reformas e medidas que se impõem, visando a melhoria da condição de vida das pessoas e o desenvolvimento de Cabo Verde como somatório das ilhas, sem se deixar condicionar por interesses outros e, tão pouco, avaliações a meio percurso, sejam positivas ou não, que faça perder o foco sobre os resultados pretendidos na governação do País;

Reitera os princípios que sempre defendeu no concernente ao exercício do poder e serviço público, ancorados na clara separação entre a esfera partidária e o Estado, o que pressupõe que o MpD continuará sempre atento aos problemas dos cabo-verdianos, assumindo com responsabilidade e sentido crítico o papel que lhe cabe na intermediação política e na edificação das pontes necessárias entre as demandas (sempre crescentes e legítimas) dos cidadãos e a capacidade de resposta do Governo, pela compatibilização de prazos e níveis de priorização.

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