“O secretário-geral (SG) do Movimento para a Democracia, Miguel Monteiro, disse este sábado que isenção de vistos aos cidadãos europeus para entrarem em Cabo Verde é uma “boa decisão” do Governo.

4e28c31400dbcc440aa85d3b986370e1_MO SG do partido que suporta o Governo no Parlamento fez estas considerações ao ser abordado pela Inforpress sobre a citada matéria que está a dividir os cabo-verdianos.

“Há outros países em África, como São Tomé e Príncipe, Marrocos, África do Sul, que já tomaram esta decisão”, afirmou Miguel Monteiro, a propósito do anúncio para, a partir do mês do Maio, os europeus passarem a entrar em Cabo Verde sem os vistos.

Citou exemplos de 58 países que permitem que os cidadãos portugueses entrem sem necessitarem de vistos.

“Isto demonstra que há uma tendência a nível mundial”, enfatizou este dirigente político, referindo-se à isenção de vistos para cidadãos de determinados países.

Para Miguel Monteiro, a medida do executivo de Ulisses Correia e Silva enquadra-se numa estratégia não só a nível de África, que “vai ser reforçada, segundo palavras do primeiro-ministro”, mas também a nível da Europa, um continente com o qual Cabo Verde tem uma “maior troca comercial” e com um “histórico de aproximação” com o arquipélago.

Esta medida, prossegue Monteiro, irá facilitar o sector do turismo que, segundo ele, é o “principal vector de transformação” da economia nacional, representa “mais de 20% do PIB (Produto Interno Bruto)”.

De acordo com as suas palavras, a isenção de vistos a cidadãos europeus vem no sentido contrário do então Governo do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV-oposição) que “aumentou o IVA (Imposto sobre a Valor Acrescentado) no ramo da restauração e muito criticado pelos operadores turísticos”.

“Foi também aumentada a taxa de vistos e, se a memória não me falha, na semana seguinte foi retirada, porque viram que grande parte dos operadores não estavam disponíveis para este tipo de aumento”, indicou o SG do MpD, reiterando que o actual Governo quer  “facilitar o turismo”.

Perguntado se não devia haver reciprocidade, ou seja, se os cidadãos cabo-verdianos não podiam entrar na Europa  sem os vistos, respondeu: “Estamos a falar de duas realidades completamente diferentes. Não há uma grande quantidade de cidadãos europeus a querer emigrar para Cabo Verde.

O contrário, efectivamente, não se verifica. Infelizmente, devido a esta tendência que o cabo-verdiano teve de sair para procurar melhores condições de vida, sabemos que há esta vontade do crioulo de querer ficar, mas tem que partir. Por isso, pelo menos, de imediato não podemos avançar para uma situação de reciprocidade”

Fonte: “In Jornal Expresso das Ilhas 16 de Abril 2017.”

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