CONFERENCIA DE IMPRENSA POSICIONAMENTO DO MpD FACE AS AFIRMAÇÕES DA OPOSIÇÃO SOBRE O FECHO DO ANO POLITICO

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Ouvimos ontem o Paicv a falar do balanço que fez do ano político que encerrou no mês de Julho. Certas afirmações do Secretário-geral do Paicv, merecem ser analisadas e rebatidas, nomeadamente:

1.º Carece de credibilidade a afirmação que a democracia está a regredir. O PAICV construiu uma tese e está a fazer de tudo para tentar demonstrá-la: a tese da desqualificação da democracia. E tenta demonstrar, esta tese, através do que denomina de atentados contra a liberdade de imprensa.

Alguém em Cabo Verde acredita nesta tese?!?

Basta ler os vários jornais digitais que hoje existem no país para se chegar à conclusão que não são submissos, nem ao governo, nem ao MpD! Basta acompanhar com atenção os alinhamentos do telejornal e as emissões da televisão e da rádio públicas para se chegar à conclusão de que seguramente não estão ao serviço do Governo ou do MpD.

Que factos tem o PAICV para provar que há atentados contra a liberdade de imprensa? Que jornalistas foram ou estão a ser condicionados? Que interferências é que houve? Que instrumentalização e a quem? O PAICV pelo facto de repetir esta cantilena pensa que transforma as suas acusações infundadas em verdade. Tendo erigido esta forma de fazer política baseada na tentativa de criar factos políticos sem credibilidade, a atual liderança do PAICV apenas está a tentar disfarçar a sua fraqueza e dificuldade de se impor internamente. 

conferencia

2.º Sobre a partidarização da administração pública, é caso para se exclamar: olha quem fala e como fala! Na primeira iniciativa que tiveram para demonstrar que estavam efetivamente engajados com a despartidarização da administração pública, falharam!!! Votaram contra a lei das incompatibilidades que impunha a não acumulação  do exercício de cargos de direção partidária, com cargos de direção e de administração na administração pública e em empresas públicas.

3.º O PAICV continua a sua cruzada persecutória em relação à empresa Binter. Em cada declaração, em cada discurso, traz a Binter ao terreiro, chegando ao ponto de denunciar corrupção no processo de saída da Tacv nos voos domésticos, sem indicar um único facto que indicie corrupção. Esta é uma estratégia que o PAICV erigiu como forma de fugir às suas pesadas responsabilidades perante a grave situação em que deixaram a Tacv, e que o Ministério Público está a investigar.

4.º Quanto à questão das privatizações, são conhecidos os problemas ideológicos do PAICV e agem em consequência, embora não os assumam. E é caricato que queiram que cadernos de encargos sejam publicitados com a lista das empresas a privatizar. As privatizações são feitas com base na lei e das exigências impostas pela lei. É isto que está a acontecer com a TACV cujo decreto-lei foi aprovado na semana passada. É assim que vai acontecer em todas as privatizações previstas.

5.º Sobre a questão do emprego, ninguém no Paicv assume que, segundo os últimos dados do INE, nunca tivemos tantas pessoas a trabalhar em Cabo Verde, nomeadamente, mais de 209.000 caboverdianos estão a ter rendimentos, número nunca antes atingido. Aliás, i) o crescimento económico de 3,9%, valor quatro vezes superior à média do crescimento conseguido nos últimos sete anos da governação anterior, bem como ii) o indicador de confiança nos consumidores e iii) o indicador de clima económico, que subiram todos no ultimo ano, demonstram que estamos no bom caminho.

Sem títuhlo

Concluímos, dizendo que concordamos com o Paicv, em que o país precisa efetivamente de ter uma oposição forte, pujante e principalmente construtiva, facto que infelizmente não assistimos por parte do Paicv, fruto da fraca e contestada liderança que levou às retumbantes derrotas de 2016!

É pena que o Paicv se tenha tornado desde Março de 2016, num partido protestativo, negativista, sem causas e nem ideias para o país. Cabo Verde, esta nova geração de jovens, precisa de uma outra oposição, mais sintonizada com o mundo moderno e com as legítimas aspirações deste país ao desenvolvimento.

 Praia, 8 de Agosto de 2017

Miguel Monteiro,

/Secretário-geral/

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