POSICIONAMENTO DO MpD SOBRE A SITUAÇÃO DO SURTO DE PALUDISMO NO PAÍS

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A capital do país tem estado a verificar um surto de paludismo. O mesmo tem sido abordado pelas autoridades, com total responsabilidade, e noção de que este é um trabalho em que a população tem um papel fundamental a desempenhar, nomeadamente ao nível das medidas de prevenção.

A Direção Nacional de Saúde, a Delegacia da Saúde da Praia, o Hospital Agostinho Neto, a Câmara Municipal da Praia, as Forças Armadas e um conjunto de outras entidades têm estado ativos e mobilizados no combate anti-vetorial.

O Governo, por seu lado, tem estado a acompanhar a situação de forma permanente e responsável, com o exemplo mais recente, da reunião de alto nível presidida, 2ª feira, pelo 1º Ministro, para o reforço da ação de combate anti-vectorial.

Como algumas das medidas tomadas nessa reunião, temos i) o reforço de ações de fiscalização e de intervenção nos viveiros de água estagnada em prédios inacabados, obras de construção civil, poços e outros depósitos; ii) a intensificação das campanhas de sensibilização na comunicação social, iii) o estudo aprofundado da situação anormal de casos de paludismo registado nos últimos meses, e iv) o reforço do financiamento e dos meios para o combate anti-vectorial a curto prazo, e a médio prazo com vista a atingir os objetivos de erradicação do paludismo causado por causas autóctones em 2020.

Nos momentos de dificuldade é necessária serenidade, ação e discernimento de todos, pelo que não se compreende o posicionamento do Paicv, tentando de uma forma totalmente irresponsável e demagógica, obter benefícios políticos, numa matéria tão sensível como a saúde publica, que necessita da união de todos.

Recordamos que, em 2009, quando aconteceu a epidemia de Dengue ou, em 2014/2015, quando aconteceu a epidemia de Zika, em que o Paicv era Governo, todo o país juntou-se à causa de combate desses flagelos.

Nessas alturas, o MpD era oposição e não teve atitudes e comportamentos incendiários como se regista hoje com o PAICV. Por isso, reiteramos não compreender esta atitude totalmente contrária aos interesses do país, que neste momento deverá estar unido neste combate.

Entretanto, as medidas já implementadas estão a ter efeito, verificando-se um decréscimo de novos casos, o que indicia que as medidas corretivas tomadas, são as mais corretas. Felizmente, e apesar de termos, este ano, mais casos autóctones, não se verificaram casos mortais. O único caso mortal, aconteceu em Julho, em São Vicente, e foi um caso de paludismo importado tratado tardiamente.

É importante realçar que o Governo reafirma a sua firme convicção que, em 2020, o paludismo será eliminado.

Concluindo, Cabo Verde não pode aceitar que numa matéria tão sensível como a saúde pública, haja um partido que se regozija com a desgraça alheia. Aliás, este tipo de oposição que o PAICV tem estado a fazer é já uma imagem de marca da atual liderança caracterizada pela irresponsabilidade, pela sofreguidão e ânsia de vingança de duas pesadas derrotas sofridas há pouco mais de um ano.

A ausência de um projeto político tem transformado esse partido num franco atirador que dispara para todos os lados sem orientação e sem estratégia. Cabo Verde merece melhor oposição.

Praia, 7 de Setembro de 2017

Miguel Monteiro,
/Secretário-geral/

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