POSICIONAMENTO DO MpD FACE ÀS DECLARAÇÕES DO PAICV SOBRE O MAU ANO AGRÍCOLA NA ILHA DO FOGO

Presidente da Comissão Política Concelhia de São Filipe-Fogo

Presidente da Comissão Política Concelhia de São Filipe-Fogo

 

 

 

COMISSÃO POLÍTICA CONCELHIA DE SÃO FILIPE

 Conferência De Imprensa

Programa de Emergência para Mitigação da Seca e do Mau Ano Agrícola no concelho de São Filipe-Fogo 2017/2018

 

 

Antes de mais, senhores jornalistas, permitam-me, enquanto filho de agricultor de um círculo eleitoral com forte predominância do ambiente rural, saudar toda a população rural do concelho de São Filipe, manifestar a nossa solidariedade de vivermos este momento do mau ano agrícola, generalizado, como de há muito não se via. Espero que todos, agricultores, criadores de gado, homens do agronegócio, autoridades públicas, a oposição no concelho de São Filipe, juntos, saibamos minimizar os efeitos da seca e, ao mesmo tempo, maximizar Programa de Emergência para Mitigação da Seca e do Mau Ano Agrícola 2017/2018 que nos dá para uma boa oxigenação da economia rural e melhoria da qualidade de vida dos homens do campo que tão bem merecem no concelho de São Filipe.

Convoco a imprensa no decorrer da conferencia de imprensa dada ontem pelo PAICV em São Filipe, pelo candidato derrotado, que anda a desafiar o outro candidato derrotado em busca de apoio do paicv para as próximas eleições eleitorais, com a única motivação de criar ansiedade, stress nos São Filipenses, este senhor, Eugênio Veiga, está completamente desatualizado com os Programas de Emergência para a Mitigação da Seca e do Mau Ano Agrícola, o munícipe perdoa-lhe tendo em conta a sua idade. neste sentido quero tranquilizar a população do Fogo e em particular as de concelho de São Filipe face a este assunto.

Ora bem, o Governo de Cabo Verde aprovou num tempo Record, a 5 de Outubro, antes da Organização  internacional declarar o Mau Ano Agrícola o Programa de Emergência para Mitigação da Seca e do Mau Ano Agrícola 2017/2018, orçado em oitocentos e oitenta mil contos, com objetivos e metas claros, com medidas apropriadas de mitigação e com estratégias de adaptação e resiliência dos agregados familiares agrícolas e rurais, com certa urgência para a sua implementação para evitar consequências piores da seca, nomeadamente, na diminuição e morte dos gados, na venda dos mesmos ao desbaratados, na falta de bebedouros e pastos, comprometendo, a situação econômica dos agricultores e produtores, pois, tornou-se claro a necessidade de se trabalhar de forma a atenuar os efeitos deste fenômeno que mais aflige as populações rurais do concelho. Dizer aos São Filipenses, que o Governo, a CMSF e a Delegação do Ministério da Agricultura e Ambiente, as Empresas ligadas ao setor, as associações comunitárias, estão a trabalhar de forma articulada para que este programa tenha sucesso na sua implementação.

Este programa, baseia-se em três grandes grupos, nomeadamente, no salvamento do gado, na gestão de escassez de água e na criação de emprego para as famílias afetadas.

Para São Filipe, a CMSF conjuntamente com a delegação do MAA irá  Reparar infra-estruturas de conservação de água (cisternas familiares ) e pontos de abeberamento do gado, Reabilitação de reservatórios e espelhos de captação; Atividades de conservação de solos e água para garantir o emprego, Trabalhos de reparação e construção de infra-estruturas de mobilização de água para agricultura regadio na zona Sul, Reparação de caminhos vicinais e de acesso às propriedades agrícolas, Apoios de sementeira para o próximo ano, Apoio de transporte de pasto para os criadores que recolherem seu pasto, reforço stock de medicamentos e desparasitantes para apoiar os criadores, campanha de desparasitação , campanha de sensibilização (programas radiofônicos e televisivos) para orientar os criadores no sentido de reduzir o efetivo excedentário através de descarte e comercialização dos animais a bom preço antes de deixar para emagrecer, Negociar com empresas de fatores de produção e/ou Associações de Desenvolvimento Comunitário, para constituição /colocação de stock de alimentos (milho, sêmea, ração, etc) o mais próximo possível dos criadores e das zonas afetadas a custo mais baixo (Subvenção de 15% pelo Governo), combustível e lubrificantes para transporte de água e de assistência técnica, peças/acessórios para viaturas de transporte de água e de assistência técnica. Reparação/construção de diques e muros de proteção nas zonas potenciais de fruticultura, Atividades de conservação de solos e água, Abertura de covas, plantação e rega das plantas de fruticultura – projeto municipal de fruticultura – das famílias mais necessitadas, Ligação  de água para localidades ainda descobertas, Limpeza e reabilitação de estradas , Priorização aos projetos constantes do Plano de Atividades e que são geradores de emprego e rendimento às famílias.

 

 

Ainda mais, dizer aos agricultores que já está introduzido no OE 2018  isenção da taxa aduaneira das empresas ligadas ao setor para a importação dos alimentos dos animais.

Dizer que estas intervenções no concelho de São Filipe, custará à CMSF e o Governo a mais de 80 mil contos.

É de dizer que na passada sexta-feira a Câmara Municipal de S.Filipe debateu o seu Plano de Ação para fazer frente aos efeitos do mau ano agrícola. O Sr Eugênio esteve na reunião e ouviu este conjunto de medidas para salvamento de gados, gestão e escassez da água e criação dos postos de trabalhos.

Mas a preocupação do Sr Eugênio Veiga não é com o mau ano agrícola e nem é com as populações. A sua preocupação é com a sua cabeça. Finge-se preocupado para se reabilitar perante a população que tão mal tratou durante 20 anos e que há muito lhe deu as costas.

Finge-se preocupado porque os pseudo-salvadores do Paicv estão numa guerra sem quartel para verem quem consegue o perdão das bases. Daí esse luga-lufa de todos os dias venderem o rosto na comunicação social, cada um fingindo-se mais amigo do povo.

Tiveram 24 anos no poder. Maltrataram a população, geriram os bens do Município como se fossem bens do seu quintal, a tal ponto que nem inventário do patrimônio não deixaram, e, aflitos, agora armam-se em defensores do povo.

Um dia é Eugênio Veiga, outro dia é Luis Pires e no outro é Renato Delgado.

O reinado do Paicv passou.

Com os mais de 400.000 contos pagos em indemnizações, por perseguição a funcionários e gestão danosa, pela Camara Municipal de S.Filipe gerida pelo Paicv, se fossem investidos em projectos para o bem da população, hoje os efeitos da seca seriam diminutos no Concelho.

Sabendo que a agricultura representa uma grande percentagem  de emprego da nossa população ativa no concelho de São Filipe, diante disso, a CMSF e o Governo está a  agir com rapidez e de forma preventiva.

Está a agir a tempo, de forma programada, tem os custos definidos e está atuar de forma articulado com o Governo, os agricultores e as empresas que atuam no setor”.

O paicv no Fogo não tem moral em elencar nenhuma medida para  o Mau ano agrícola, uma vez que o plano deles falharam redondamente no ano da seca  em 2014, na qual deixaram os criadores perderem os seus animais, deixaram-no vender aos desbarato e nem água obtiveram, nem criaram sequer um posto de trabalho, portanto,   no mínimo o paicv no Fogo, deveria ficar calado pelos menos 41 anos em que deram cabo da ilha do Fogo e de São Filipe.

Praia, 25 de Outubro de 2017

O Presidente da Comissão Politica Concelhia

Dr. Filipe Santos

 

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